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sexta-feira, 11 de março de 2011

Coluna da Biblioteca - 12 de março de 2011

Hoje é DIA DO BIBLIOTECÁRIO, esse profissional ainda pouco reconhecido e pouco presente. A função do Bibliotecário é usar técnicas e estratégias para organizar, classificar, catalogar e definir quais obras serão compradas para a atualização dos acervos. O profissional de biblioteconomia pode ser bem definido como sendo um profissional que faz a ponte entre o conhecimento armazenado nas mais diferentes tipos de mídia: livros, DVDs, CDs, revistas, etc.… e a sociedade que precisa e quer consumir este conhecimento.
O profissional de Biblioteconomia também é o responsável por implementar, organizar, fazer cadastros e manter sistemas de informação (programas) sobre o acervo e controlar assim os empréstimos e a entrada e saída de material.
Muitas vezes o profissional de Biblioteconomia não é valorizado e reconhecido como deveria, muitas bibliotecas funcionando de modo ilegal sem um bibliotecário ou bibliotecária responsável por considerá-lo dispensável. Pelo menos nas bibliotecas escolares esta situação está em processo de mudança a partir do ano passado com a aprovação da Lei que determina um prazo de 10 anos para todas as escolas terem bibliotecas com bibliotecários responsáveis por elas.
Há uma grande oferta de vagas para bibliotecários no país inteiro, principalmente em órgãos públicos, nas bibliotecas das Faculdades Particulares e com a expansão da quantidade de ONGs e Centros comunitários há novas vagas também sendo abertas neste tipo de instituição.
Visando suprir a falta de profissionais para atender a grande demanda no dia 23 de dezembro de 2009, o Diário Oficial da União, em sua Seção 3, publicou o extrato do Acordo de Parceria firmado entre o Conselho Federal de Biblioteconomia – CFB e a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, que tem como objeto estabelecer as bases para cooperação entre as partes signatárias, com vistas ao planejamento e à implantação do curso de bacharelado em Biblioteconomia, a ser ofertado nos pólos de apoio presencial do Sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB. O acordo tem a validade de um ano, a partir da data de sua publicação, podendo ser prorrogado.
O que é o curso de Graduação em Biblioteconomia na Modalidade à Distância Fonte: Boletim Eletrônico Sistema CFB/CRB Brasília-DF, 14 de fevereiro de 2011. Ano 4, número 48 . A necessidade de formar um maior contingente de bibliotecários no país sem abrir mão da qualidade, em vista da implantação de diversos projetos nacionais que envolvem a contratação de profissionais, motivou o Sistema CFB/CRB a constituir uma parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para a oferta do curso de bacharelado em Biblioteconomia na modalidade à distância.
Com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais aprovadas pelo Ministério da Educação para a área de Biblioteconomia (Parecer CNE/CES nº 492/2001 e Resolução CNE/CES nº 19/2001), bem como pelas orientações emanadas pela Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), estabelecendo os seguintes eixos temáticos: Eixos Temáticos do Curso de Biblioteconomia à Distância: Fundamentos Teóricos Da Biblioteconomia; Organização E Representação Da Informação; Recursos E Serviços De Informação; Políticas E Gestão De Unidades, Sistemas E Serviços De informação; Tecnologias De Informação E Comunicação; Pesquisa Em Biblioteconomia. Além destes, um eixo básico composto por disciplinas como: Língua Portuguesa, Produção de Textos, Estatística, Informática Aplicada ao Ensino a Distância, dentre outras. Do total 2.400 horas/aula são destinadas aos eixos relacionados à Biblioteconomia; 240 horas/aula destinadas à formação básica; 240 horas/aula destinadas aos estágios curriculares obrigatórios; 45 horas destinadas ao desenvolvimento de atividades complementares.
O Curso de Biblioteconomia na modalidade a distância só será ofertado por universidades públicas, federais, estaduais ou municipais que já possuam o curso na modalidade presencial, motivo pelo qual o projeto pedagógico expõe as condições necessárias para a execução da proposta considerando que a qualidade deve ser prioridade absoluta da universidade interessada, de modo a atender as demandas e necessidades do mundo do trabalho de seu entorno.
A execução do projeto, a cargo das instituições integrantes do Sistema UAB, se efetuará nos Pólos que são as unidades operacionais onde são desenvolvidas as atividades pedagógicas e administrativas relativas aos cursos e programas ofertados a distância. Os pólos oferecem a estrutura física, tecnológica e pedagógica para que os alunos possam acompanhar os cursos na modalidade à distância. Informações sobre a oferta do curso podem ser obtidas diretamente no site da UAB: www.uab.capes.gov.br.
Esperamos que em breve os cursos de Biblioteconomia modalidade à distância estejam implementados e dando oportunidade para muitas pessoas poderem obter a titulação de Bibliotecário.
Eu tenho muito orgulho de ser Bibliotecária e encontrei na Biblioteca Pública o espaço democrático de acesso a leitura o local ideal para exercer minha profissão. È neste espaço público e gratuito de portas abertas para atender a todos os que forem até ela, independente de raça, escolaridade, religião, posição social, opção sexual, partidária ou esportiva, onde sinto que realizo plenamente minha função de bibliotecária.
Rosaria Garcia Costa - bibliotecária

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Coluna da Biblioteca - 29 de janeiro de 2011 - Jornal Folha do Mate

Estamos encerrando o primeiro mês de atuação da Presidente Dilma Roussef e do governador Tarso Genro. Nesta fase inicial eles estão formando as equipes de trabalho,analisando, avaliando, coletando dados, planejando e dando continuidades aos projetos em funcionamento.
Eu gostei muito com a escolha dos novos gestores para a área da cultura nas duas esferas. Ana de Hollanda para o Ministério da Cultura e Luiz Antonio de Assis Brasil pra a Secretaria de Estadual da Cultura. Duas pessoas escolhidas não por participações ativas político-partidárias, mas por participação ativa no fazer cultural.
O convite a Ana Buarque de Hollanda feito pela presidente aconteceu não em razão de uma grande inserção da cantora na mídia ou em razão de um sobrenome famoso, aconteceu por sua experiência em gestão cultural. Ela foi mais uma das mulheres convidadas pela presidente em razão da competência e experiência. Ana de Hollanda atuou como secretária de Cultura de Osasco-SP, atuou na gestão de instituições como Itaú Cultural, Funarte e Museu da Imagem e do Som.
A presença de Ana de Hollanda a frente do Ministério da Cultura me agradou muito, por saber que ela não atrairá os holofotes por onde passar por ser artista, mas por ser a Ministra da Cultura. Pelas entrevistas que pude conferir a ministra não é uma celebridade midiática, nem faz questão de ser, ela é uma gestora, uma pessoa com experiência e competência para concretizar o Sistema Nacional de Cultura, para dialogar com o Legislativo a respeito dos projetos que lá estão para serem votados como o Vale Cultura ( um vale de 50,00 reais semelhante ao vale alimentação para ser gasto em cinemas, teatros e compra de livros)e a PEC 150 que estabelece a destinação de no mínimo 1% do orçamento municipal, 1,5% do orçamento estadual e 2 % do orçamento federal para a cultura, além da reforma da Lei Rouanet e a Lei do Direito autoral.
Na equipe formada pela ministra para realizar todas estas tarefas está um gaúcho também com experiência em gestão de políticas culturais e bastante envolvido com a questão do livro, da leitura e das bibliotecas. Vitor Ortiz já atuou como secretário de Cultura de Viamão, de Porto Alegre, de São Leopoldo e também atuou na Funarte, esteve em Venâncio Aires no Primeiro Seminário Regional de Cultura. Creio que ele muito contribuirá para a nova gestão do Ministério da Cultura, pude ver nas primeiras entrevistas dele a sua preocupação com a criação do Instituto Nacional do Livro, das Praças do PAC e com a fortificação da articulação entre ministério, estados e municípios.
O elo de ligação do Rio Grande do Sul com o Ministério da Cultura será um artista das letras, também com grande experiência em gestão de políticas culturais, Luiz Antonio de Assis Brasil. Ele já atuava na gestão cultural antes mesmo da criação da Secretaria Estadual de Cultura, tendo sido o responsável pela criação do Instituto Estadual do Livro e do Instituo Estadual de Cinema nos meses em que esteve à frente da subsecretaria da Cultura junto a Secretaria de Educação. Podemos esperar muitas coisas boas para a cultura no estado, tomando por base o que Assis Brasil realizou em apenas alguns meses como subsecretário da cultura na Sec.
Uma aprova disso é a formação da sua equipe priorizando pessoas capacitadas e envolvidas com a área em que vai atuar, ao invés de indicações puramente políticas, o que também não é o seu caso já que não é filiado a nenhum partido político.
Apresento a seguir cópia da notícia veiculada no site http://www.cultura.rs.gov.br/ em 21/01/2011 18h18min: Assis Brasil conclama servidores da Cultura a realizarem a melhor gestão na história gaúcha. O secretário de Estado da Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil, conclamou os servidores da instituição para que ajudem o Estado, nos próximos quatro anos, a realizar a melhor administração cultural da história do Rio Grande do Sul. Destacou que a expectativa da comunidade cultural brasileira é muito grande para que os gaúchos façam algo transformador. “Os funcionários da Cultura vem de origens étnicas, sociais, econômicas, intelectuais e culturais diferentes. Ao invés desse perfil ser uma limitação, passa a ser uma fonte em que a Cultura possa se inspirar para atender as necessidades de prestar serviços ao cidadão, dando-lhe acesso aos bens culturais”, completou Assis Brasil.Sublinhou que todo o projeto que se encaminhe à Cultura deve seguir um percurso transversal, contemplando a aproximação com outras secretarias, como determina o plano do governo Tarso Genro. As limitações financeiras não devem gerar um sentimento de timidez nem modéstia. Pediu empenho e paciência para que esses limites sejam superados, num plano de recuperação previsto a ser executado até 2015. O diretor geral e secretário adjunto, Jéferson Assumção, acrescentou que a política cultural que começa a ser adotada agora está voltada a ações transversais, mas também propõe aquelas que olhem a cultura como direito do cidadão, de fruir os bens culturais, num sentido ético, sem descuidar da estética. Citou o Ministério da Cultura dos últimos oito anos como referência, até internacional, na administração do setor, desfazendo a idéia de que a cultura deva estar associada a entretenimento, como uma ostentação. É necessário vê-la, ressaltou Jéferson, como um direito da cidadania. Para Jéferson, o conceito de diversidade cultural, adotado pelo atual governo, não anula as identidades culturais que esculpem a face do gaúcho, devendo andar juntas. Anunciou que a Secretaria da Cultura deverá ampliar os diálogos com a comunidade cultural, já nas próximas semanas, visando à preparação da Conferência Estadual de Cultura, sob o tema Cultura Para o Rio Grande Crescer, que fornecerá caminhos para a elaboração de um plano estadual do setor. Compuseram a mesa da reunião, além de Assis Brasil e do diretor geral Jéferson Assumção, a diretora de Economia da Cultura, Denise Pereira, o diretor administrativo Jackson Raymundo, o diretor de Cidadania Cultural, Marcelo Azevedo, e a diretora do Departamento Artístico e Cultural, Ana Cristina Froner e o chefe de Gabinete, Roberto Schmitt-Prym.
Depois de todas estas boas novas do Ministério e da Secretaria Estadual da Cultura espero que em breve possa estar comentando sobre a criação do Sistema Municipal de Cultura, da criação do Plano Municipal do Livro e da Leitura e da concretização do Fundo Municipal de Cultura através da publicação de editais de Seleção de Projeto em Venâncio Aires.

Rosaria Garcia Costa - bibliotecária

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Feliz Natal!


Tênis ou livros de Jaime Folle - formado em Administração e Marketing.
Quando presenteamos com um livro, estamos caminhando com a cabeça. Quando presenteamos com um tênis, estamos caminhando com os pés. A questão fundamental está nas bases culturais de um povo que caminha mais com os pés do que com a cabeça. A caminhada com os livros demora e exige tempo e persistência, coisa rara nos dias de hoje. Por isso, estamos com as mentes mais pisantes do que de pensantes. Dar um livro de presente é cafonice, coisa ultrapassada. Tênis é moderno e elegante. A repercussão disso está nos bancos escolares, onde os alunos que galgam os postos acadêmicos mal sabem escrever e têm enormes dificuldades em criar e pensar. Coloque em prova alunos recém formados no mercado de trabalho para ver os resultados! É desesperador! A falta de leitura e qualidade na escrita, num teste realizado com os acadêmicos pela Empreender Recursos Humanos, constatou que o vocabulário destes alunos mal chegava a duzentas palavras.Por que gastar R$ 25,00 num livro se pode comprar um tênis de R$ 350,00? Basta assistir aos principais canais de televisão aberta para ver a quantidade de promoções de tênis, enquanto que propaganda de livros nem existe. Desde pequenos, os pais preferem investir mais nos pés do que na cabeça de seus filhos e forçam os colégios a passarem o filhinho de ano. Precisa ver o desespero dos professores no final de ano para agüentar a pressão dos pais para que seu filho não seja reprovado. Quando na universidade, na maioria delas, o aluno não é mais aluno, ele passou a ser um cliente. Já que o ensino superior de uns anos pra cá é um grande mercado formador de mentes pisantes e não de mentes pensantes. São fábricas de diplomas de pouca formação, isto é, certifica, mas não qualifica e nem justifica. Basta ver a quantidade de conselhos de classes profissionais exigindo uma prova escrita, para dar a carteira profissional, isto é, a pura prova da falta de qualidade nas faculdades..São reflexões para os pais e os poucos profissionais da educação de mentes pensantes, para que reflitam em suas comunidades a importância do livro na vida de seus filhos e alunos.
*Parte da coluna da Biblioteca para o Jornal Folha do Mate de 18 de dezembro de 2010.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Coluna para Folha do Mate - 13 de março de 2010

Nada melhor para comemorar o Dia do Bibliotecário (12 de março) do que falar sobre novas bibliotecas. Por aqui foi firmada uma parceria entre a Administração Municipal e o Serviço Social da Indústria (SESI) que vai proporcionar a instalação de uma unidade da biblioteca SESI - Indústria do Conhecimento. Em um prédio em formato de livro aberto os venâncio-airenses poderão usufruir gratuitamente do acervo de livros, CDs, DVDs, gibis e 10 computadores com acesso internet.

Em São Paulo, o que era presídio, agora é biblioteca. Começou a funcionar no princípio do mês de fevereiro uma das mais modernas e inclusivas bibliotecas do país. Instalada em uma área de mais de 4 mil m2, na Zona Norte, onde antes funcionava o presídio do Carandiru, a Biblioteca de São Paulo foi inaugurada com um acervo de cerca de 30 mil livros, 4 mil mídias digitais (CDs e DVDs), mil audiolivros, títulos em braile, kindles (aparelhos de leitura digital), completa hemeroteca e ainda uma verba anual de R$1 milhão para a manutenção dessa coleção e aquisição de novas obras. “Essa é uma biblioteca voltada para o interesse do leitor. Não pretendemos ensinar nada; vamos dar o que ele quer”, declarou, quando da abertura, o secretário de estado da Cultura João Sayad.

Além de ouvir o usuário na hora de renovar o acervo, Adriana Ferrari, a bibliotecária idealizadora do espaço, comentou que a equipe estará sempre de olho nos boletins das editoras e nas notícias de jornais para acompanhar as novidades. No segundo andar da nova biblioteca, há, inclusive, dois displays: um para os “mais vendidos” e outro para os lançamentos. Tudo para conquistar permanentemente o leitor. Segundo a bibliotecária Adriana, tão logo uma obra interessante seja lançada ela já estará nas prateleiras da Biblioteca de São Paulo.

A biblioteca custou ao todo R$12 milhões (R$ 10 milhões do governo de São Paulo e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura), mais R$ 5 milhões ao ano para a sua manutenção. A expectativa é de que passem pela nova biblioteca cerca de 1500 pessoas por dia para usufruir, com liberdade, de todo esse espaço. Segundo Adriana, a biblioteca vai dar asas à leitura: “nem os moradores de rua, que não podem apresentar um comprovante de residência para se cadastrar, ficarão de fora do círculo de empréstimos”, ela afirma.

A biblioteca é dividida por faixa etária. Cabanas coloridas, com cadeiras e pufes, são o centro das atenções do pavimento térreo, destinado às crianças e aos adolescentes. Dependurados dos tetos, aviõezinhos de papel em tamanho gigante compõem a decoração. Nesse andar também há um auditório para palestras e eventos e uma área externa coberta, com café e espaço para apresentações artísticas. O primeiro andar é destinado ao público adulto. Com mesas de leitura, computadores e poltronas, o ambiente é aconchegante. O acervo com livros e DVDs de conteúdo adulto ficará numa área restrita, com acesso permitido para maiores de 18 anos. A expectativa é receber cerca de 700 pessoas diariamente. "Estamos muito animados e acreditamos que a biblioteca será muito bem recebida pela população", diz a diretora da biblioteca, Magda Maciel Montenegro.

No melhor estilo portas abertas, a nova biblioteca de São Paulo não cobrará multa caso o livro não seja devolvido no prazo, apenas prorrogará o prazo para novos empréstimos a partir das datas de empréstimos. Lá também não haverá tempo determinado para uso dos 100 computadores disponíveis: será tudo resolvido na base do diálogo. Uma equipe multidisciplinar de 50 profissionais, sendo seis bibliotecários, será comandada pela diretora Magda Montenegro. Alguns funcionários são treinados para comunicarem se em Libras e atenderão aos deficientes auditivos.

Um auditório para mais de 100 pessoas será usado para dar cursos a profissionais das bibliotecas públicas municipais integrantes do Sistema Estadual de Bibliotecas, e como espaço para workshops, encontros, palestras e projeção de filmes para os frequentadores. A biblioteca fica na Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630 – Santana, em São Paulo, com acesso pelo estação Carandiru do metrô. Abre de 3ª a 6ª, das 9 às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 19h.

Para a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues, a inauguração da Biblioteca de São Paulo, cujo local abrigou a Casa de Detenção do Carandiru, exprime mais do que um simbolismo metafórico. Representa antes de tudo a redenção. O Governo de São Paulo foi muito feliz na escolha do local, pois semeia a luz do conhecimento, onde antes havia a treva da maior das privações humanas que é a falta de liberdade. E o livro, a informação, enfim, a cultura oferece as chaves para a libertação de toda e qualquer prisão. Desde a prisão dos sentidos e dos movimentos, pois é um local que assegura a total acessibilidade, até a privação intelectual, disponibilizando as obras que poderão conduzir ao desenvolvimento pleno do ser humano.

Somente a educação e a cultura são capazes de transformar e operacionalizar as mudanças necessárias para a evolução da sociedade. Sonhamos com o tempo em que todos os cárceres sejam substituídos por espaços voltados para a busca do saber. Certamente, esse é um sonho. A sua realização está a cargo de todos nós que temos a capacidade de sonhá-lo e contribuir para torná-lo realidade.

E eu gostaria de comemorar a cada ano o Dia do Bibliotecário com noticias de gestores públicos inaugurando bibliotecas em nosso país.

Rosaria Garcia Costa- bibliotecária

Coluna para Folha do Mate - 27 de fevereiro de 2010

Finalmente está concretizado, nesta quarta-feira foi nomeado pelo Prefeito Municipal o Conselho Municipal de Cultura de Venâncio Aires do qual tenho a honra de participar como conselheira titular. A comunidade venâncio-airense terá agora um compromisso com os rumos da Cultura no município.

A presidente do Conselho em seu pronunciamento disse que faz parte dos seres humanos a capacidade de simbolizar, que se expressa por meio das diversas línguas, valores, crenças e práticas. Toda ação humana é socialmente construída por meio de símbolos que, entrelaçados, formam redes de significados que variam conforme os diferentes contextos sociais e históricos. Nessa perspectiva a cultura humana é o conjunto de modos de viver, que variam de tal forma que só é possível falar em culturas, no plural. Ela citou Frederico Mayor “Não podemos prever o futuro, mas podemos preservá-lo”

O que esperamos com a atuação do Conselho é a instituição de políticas culturais que promovam, não só as artes consagradas, música, pintura, escultura, danças tradicionais, literatura, cinema, teatro, etc, mas igualmente toda a gama de expressões que caracterizam a diversidade cultural venâncio-airense, grafite, hip-hop, dança de rua, terno de reis, moda de viola, a literatura, os modos de fazer chimarrão, e outras.

Mas eu creio que mesmo agora depois da criação do Conselho e escolhas dos conselheiros, ainda há pessoas que não sabem o que é o Conselho Municipal de Cultura.

Segundo José Carlos Vaz, Hamilton Faria e Valmir de Souza: “O Conselho Municipal de Cultura é um órgão coletivo, com participação do poder público e da sociedade civil, que colabora na elaboração, execução e fiscalização da política cultural do governo municipal. Baseia-se no princípio da transparência e democratização da gestão cultural, constituindo-se em uma instância permanente de intervenção da sociedade civil na política cultural. O Conselho Municipal de Cultura pode ter caráter consultivo ou deliberativo. É possível que o Conselho possa deliberar a respeito de alguns temas, enquanto em outros seu papel é apenas consultivo. Tanto as deliberações como as consultas podem ser facultativas ou obrigatórias. Na maioria dos municípios, as ações de política cultural dependem somente da vontade da prefeitura, raramente envolvendo a sociedade civil na elaboração e execução. As verbas para as ações culturais, em geral, destinam-se para atendimento de lobbies culturais organizados. A centralização de informações e do processo decisório no governo municipal cria condições para que o clientelismo possa se utilizar da Cultura como seu instrumento de ação. O fato de, em geral, se considerar a Cultura como uma política pública secundária facilita essa centralização e concentração. As ações do Conselho são regidas pelo seu Regimento Interno para definir as relações internas de poder e de circulação de informação. Por ser uma arena onde deverão ocorrer discussões políticas, o Conselho não pode manter-se restrito a questões técnicas ou burocráticas. É preciso criar formas de comunicação entre Conselho e comunidade, para que o Conselho Municipal de Cultura possa cumprir seu papel de mediador entre a sociedade e o governo no campo cultura. Esta comunicação pode se dar através de boletins, plenárias abertas à comunidade, espaço na publicidade oficial e na mídia local.”

A lei de criação do Conselho em Venâncio Aires apresenta em seu artigo “Artigo 3° Ao Conselho Municipal de Cultura, que tem caráter preponderantemente normativo e deliberativo, compete:

I- representar a sociedade civil de Venâncio Aires, junto ao Poder Público Municipal, em todos os assuntos que digam respeito à cultura;
II- elaborar, junto com a Secretaria Municipal da Cultura, Esportes e Turismo diretrizes e normas da Política Municipal de Cultura;
III- apresentar, discutir e dar parecer sobre projetos que digam respeito: à produção, ao acesso e à difusão cultural; à memória sociopolítica, artística e cultural, encaminhados tanto por entidades privadas quanto pelo Poder Público Municipal;
IV- garantir a continuidade dos projetos culturais de interesse do município,
Independentemente das mudanças de governo e de seus secretários;
V - orientar a Comissão de Avaliação de concessões de auxilio financeiros a entidades.”

Eu espero que todos nós conselheiros possamos realizar todas estas atribuições definidas de modo a contribuir com a construção, promoção, divulgação, descentralização e registro do fazer cultural de Venâncio Aires.

Rosaria Garcia Costa - bibliotecária

Coluna para Folha do Mate - 13 de fevereiro de 2010



É sábado de carnaval para alguns o começo de momentos de descontração e alegria, para outros momentos de descanso ou de lazer e ainda para alguns um dia como outro qualquer sem nada de diferente.

O carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos. A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas. Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência europeia. Ocorria através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas. O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.

No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criado pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem às ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.
Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

Apesar de o Brasil ter o maior Carnaval do mundo, a festa não é unanimidade entre a população nacional. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e pelo Instituto Sensus. Segundo os dados apresentados, somente 41,2% dos brasileiros gostam de carnaval, enquanto 57,4% não querem nem ouvir falar do assunto. Realizado entre os dias 4 e 6 e fevereiro, o levantamento ouviu 2 mil pessoas, em 195 municípios O professor de cultura popular da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Alberto Ikeda considera que a superexposição do tema nos meios de comunicação dá a impressão de que o Brasil é o País do Carnaval. "Atribuo esse índice baixo à questão da moral. Como o carnaval expõe o nu, é combatido por grupos religiosos mais conservadores, que cresceram muito nos últimos 20 anos”.
Fonte: www.suapesquisa.com/carnaval;
www.catedralbaleia.com.br/17 de fevereiro de 2006.

A Biblioteca Pública Municipal deseja a todos um ótimo carnaval, seja desfilando, sambando, trabalhando, passeando, tomando banho de mar, viajando, descansando ou simplesmente lendo um bom livro.

Rosaria Garcia Costa-bibliotecária

Coluna para Folha do Mate - 30 de janeiro de 2010

Encerra-se o primeiro mês de 2010, será que alguma coisa mudou em relação ao ano que passou? Será que este ano começa de forma diferente?


Creio que não! O novo ano já começou com grandes desastres naturais que atingiram e mataram muitas pessoas. Mas será que nós seres humanos, estamos realmente vendo que estes desastres são conseqüências da destruição que nós mesmos estamos causando ao nosso habitat natural? Creio que ainda está em tempo de todos nós refletirmos sobre nossas atitudes, sobre onde iremos parar se continuarmos somente pensando em consumir, em ter coisas, sem medir as conseqüências disto.


Cada vez mais as formas de acesso ao crédito são facilitadas e cada vez mais pessoas compram automóveis sem que se pense em se haverá espaço físico para todos, que vai chegar um momento em que todos eles ficarão parados um atrás do outro sem poder andar (o que já está acontecendo em algumas das grandes capitais). Não há nenhum tipo de planejamento ou melhorias nos carros visando à diminuição a emissão de poluentes e com isto todos esses veículos novos circulando vão poluir o ar de tal forma que poderá se tornar impossível respirar, e ainda todos os poluentes lançados por este grande número de veículos irá cada vez mais influenciar na temperatura da terra, enfim os seres humanos só pensam em si, cada um pensa na sua comodidade e não se preocupa com o Planeta em que vive.


Na passagem do ano vemos a euforia das pessoas falando em ano novo, em mudanças, em vida nova, mas que vida nova? Vida com carro novo, celular novo, casa nova, enfim só com ter coisas novas, mas não com novas atitudes.


Vejo que a mesma pessoa que fica chocada ao ver as manchetes sobre as enchentes, joga o papel do picolé no chão, larga uma latinha de refrigerante em qualquer lugar, varrem as folhas que caem das árvores para o meio fio, não separa o lixo de casa, em tem as mesmas atitudes que causam o entupimento dos bueiros e a sujeira dos rios causando enchentes.
em sua vida...

Quando este ano começou, ele era todo seu. Foi colocado em suas mãos... Podia fazer dele o que quisesse... Era como um livro em branco,e nele você podia ter escrito um poema,um romance,uma canção, uma blasfêmia,uma oração

. Podia...
Vamos refletir sobre nossas ações, vamos reescrever a história da sociedade em que vivemos enquanto temos oportunidade, ainda estamos no começo de 2010, não

deixe passar em branco cada uma das páginas deste novo ano pelas suas mãos e pela sua consciência.Faça o exercício de ler a você mesmo.. Leia tudo...
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que usou seu melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito. Não... Não tentes arrancá-las.
Seria inútil... Já estão escritas. Mas você pode lê-las enquanto escreve este novo ano de maneira diferente.

Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e evitar repetir as ruins.
Para escrever 2010 como um novo livro, você contará novamente com o instrumento do livre arbítrio
e terá toda a imensa superfície do seu mundo para preencher com novas atitudes.

Para começar bastam pequenas atitudes como atos gentis, eles são revolucionários,modificam tudo que encontram pela frente, isso graças à força presente em ações de simplicidade.
São gestos que rareiam hoje em dia, haja vista a carência de sentimentos nobres como o da generosidade. Um ato gentil talvez seja a única ação em que seja possível perceber a essência de pureza de quem o faz, sem a intermediação de algum bem material ou a exigência de algo em troca.

Exercita-se a gentileza pelo bem estar natural que o próprio ato faz a quem o pratica e a quem o recebe. Superficialmente profundo, um ato gentil pode ser tão benéfico as nossas vidas, quanto à água pura que bebemos ou ar que respiramos. Ser gentil é um ato de necessidade para nossa saúde.


Vejamos por exemplo os benefícios de um simples abraço. Segundo a psiquiatra Karen Grewen, da Universidade de Carolina do Norte, Estados Unido ser acolhido entre os braços de outra pessoa reduz a quantidade de dois hormônios do estresse. E como sempre o elemento verdade acaba fazendo um grande diferencial, pois em muitos casos abraços sem verdade tem efeto nulo. Abraços sob holofotes, como os vistos entre os políticos de Brasília, não valem; para alimentar o bem-estar, os mesmos têm de expressar carinho e apoio. Gentileza gera Gentileza.


Portanto não perca tempo, ser gentil não custa nada, comece hoje mesmo: Abraçe alguém, cumprimente alguém chamando-o pelo seu nome, escreva uma carta ou visite aquela pessoa que há muito você não vê, ofereça telefonemas de carinho,ore por alguém , mesmo que você não a conheceça,ceda seu lugar no onibus para alguém, valorize a cidadania no transito respeitando as pessoas, respeite a natureza e o Planeta Terra como você gostaria de ser respeitado, separe o lixo, junte o óleo de cozinha e deposite-o em lugares de coleta, não desperdice água ...


Em fim ponha em prática atitudes saudaveis, mudando o mundo com um só gesto, o Seu Gesto. Pois desta forma conseguiremos chegar ao fim deste ano que agora começamos com noticias muito melhores do que vimos até agora.


Rosaria Garcia Costa- bibliotecária

Coluna para Folha do Mate - 16 de janeiro de 2010

Uma boa pedida para as férias são as novidades que já estão circulando entre os sócios da Biblioteca Pública Municipal:

Romances de autores estrangeiros: A Doçura do Mundo de Thrity Umrigar; Mesa Para Cinco de Susan Wiggs; Virtude Indecente de Nora Roberts; O Mercador de Lã de Valeria Montaldi; A Hospedeira de Stephenie Meyer; A Vingança de Christopher Reich; Não Conte a Ninguém de Halan Coben e A Vizinha de Barbara Delinsky.

Romances de autores brasileiros: Os Aparados de Letícia Wierzchowsky; O Albatroz Azul de João Ubaldo Ribeiro; Se Eu Fechar Os Olhos de Edney Silvestre.

Para o Público Juvenil: Fala Sério, Pai de Thalita Rebouças; A Maldição Do Titã de Rick Riordan e Uma História De Natal de Charles Dickens

Espíritas: A Atriz de Monica De Castro; O Silêncio aos Domingos de Lygia Barbiere Amaral e Sob A Luz Do Luar de Robson Pinheiro.

E ainda estes três títulos muito interessantes:



O SIMBOLO PERDIDO: do escritor Dan Brown, narra a procura por uma pirâmide que pode desvendar um mistério. No centro da trama está o pouco conhecido mundo da maçonaria.
Segundo entrevista do site da BBC-Brasil, Dan Brown contou por que decidiu escrever sobre a maçonaria: "Sempre fui fascinado por poderes paralelos, sociedades secretas, esse tipo de coisa", disse o escritor."Eu cresci numa cidade, em New England, onde havia uma loja maçônica em cima do cinema, e não tenho nem ideia do que acontecia ali", acrescentou. "Então sempre fui interessado. Não acho que a maçonaria seja retratada como sinistra", avalia o autor. "Se o leitor vê a maçonaria como sinistra no começo, espero que até o fim do livro já não ache o mesmo, e veja que os símbolos são esclarecidos para que as pessoas entendam melhor."
Para o maçom Joseph Criciata, a exposição que o livro trará não afetará a fraternidade. "A nossa era moderna começou em 1717, portanto, apesar de ser muito gentil, a maçonaria por si mesmo continua a crescer e existir como como sempre foi", afirmou. Na primeira tiragem de O Símbolo Perdido, foram impressas 6,5 milhões de cópias na língua inglesa, um dos maiores números da história. Dan Brown já planeja o próximo livro.


No livro DE GÊNIO E DE LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO, Augusto Cury continua “vendendo sonhos” através dos personagens Bartolomeu e Barnabé, que são personagens que já estavam nos dois primeiros livros da saga Vendedor de Sonhos. Neste livro, eles ganham o centro da narrativa e ficamos conhecendo quem são esses dois maltrapilhos que, um dia, se juntaram ao Vendedor de Sonhos para acompanhá-lo na sua luta para semear sonhos e fazer um mundo melhor. Bartolomeu e Barnabé são dessas pessoas que enfrentam a vida de maneira diferente: se metem em muitas enrascadas e fazem os outros pensarem em suas ações. Tão populares quanto os palhaços, eles também possuem um profundo lado trágico. A combinação desses dois lados é explosiva. No livro, é possível acompanhar em detalhes o caminho trilhado pelos dois personagens, desde suas infâncias marcadas pelo abandono e a rejeição, até o encontro com o Vendedor de Sonhos, a quem se unem na luta para semear sonhos e fazer um mundo melhor.



O livro A SALA AMBAR de Steve Berry, busca desvendar um mistério da história mundial, que existe desde 1941, quando as forças da Alemanha nazista invadiram Leninegrado, atual S. Petersburgo. Um dos palácios da cidade abrigava um grande tesouro da cultura russa, que fazia parte da lista de obras pretendidas por Hitler: a Sala de Âmbar. A sala foi construída de 1701 a 1709 por artesãos russos e alemães; milhares de pedaços de âmbar foram utilizados para criar os painéis de revestimento, decorados também com folha de ouro e espelhos. Em 1716, o rei da Prússia Friedrich Wilhelm I ofereceu os painéis a Pedro, o Grande, imperador da Rússia. A sala foi ampliada, passando a ter um total de 6 toneladas de âmbar, que custava na época 12 vezes mais que o ouro. Quando da invasão alemã, os russos cobriram os painéis com papel de parede, mas isso não impediu que estes fossem desmontados e levados para o palácio de Königsberg (atual Kaliningrado), de onde desapareceram no caos do final da II Guerra Mundial. Até hoje, e apesar de vários falsos alarmes, o paradeiro deste tesouro, considerado por vezes a oitava maravilha do mundo, é desconhecido: pode ter sido destruído, ou estar escondido em algum dos túneis e grutas usados pelos nazistas para guardar os tesouros artísticos saqueados. Em 1979 o governo russo iniciou a reconstrução da Sala de Âmbar, a partir de fotografias antigas. A nova sala foi inaugurada em 2003, no 300º aniversário da cidade de S. Petersburgo.Poucas obras da história da arte seriam mais valiosas, esses fabulosos painéis, com 55 metros quadrados, em âmbar e pedras preciosas, teriam sido pilhados quando os nazistas invadiram Stalingrado em 1941. Encontrados num castelo da costa do Báltico, sumiram. Foram enterrados em solo alemão? Naufragaram a bordo de um navio? Neste livro a investigação desse mistério compõe uma trama de espionagem e contra-espionagem envolvendo nazistas, pistas de arquivos soviéticos e a polícia secreta germânica.


A Biblioteca Pública Municipal continuará, no mês de janeiro, atendendo em turno único: Segundas, quartas e sextas-feiras das 7:30 às 13:30 horas. Nas terças e quintas-feiras das 13 às 19 horas.

Apareça e Boa leitura. Rosaria Garcia Costa - bibliotecária