Mostrando postagens com marcador Dicas de Leitura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas de Leitura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Livro "Cultura" no acervo da Biblioteca Pública.

Potira, Fabiano e Rosária com o livro Cultura: Apropriações e conjugações em diferentes modos e tempos.

Se você deseja ler esta obra, venha até a Biblioteca Pública Municipal, a biblioteca possui dois exemplares no acervo e estão disponíveis para leitores.

Se você deseja adquirir o seu, vá até a República do Café, Livraria Cometa ou Cadu Vídeos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Feliz Natal!


Tênis ou livros de Jaime Folle - formado em Administração e Marketing.
Quando presenteamos com um livro, estamos caminhando com a cabeça. Quando presenteamos com um tênis, estamos caminhando com os pés. A questão fundamental está nas bases culturais de um povo que caminha mais com os pés do que com a cabeça. A caminhada com os livros demora e exige tempo e persistência, coisa rara nos dias de hoje. Por isso, estamos com as mentes mais pisantes do que de pensantes. Dar um livro de presente é cafonice, coisa ultrapassada. Tênis é moderno e elegante. A repercussão disso está nos bancos escolares, onde os alunos que galgam os postos acadêmicos mal sabem escrever e têm enormes dificuldades em criar e pensar. Coloque em prova alunos recém formados no mercado de trabalho para ver os resultados! É desesperador! A falta de leitura e qualidade na escrita, num teste realizado com os acadêmicos pela Empreender Recursos Humanos, constatou que o vocabulário destes alunos mal chegava a duzentas palavras.Por que gastar R$ 25,00 num livro se pode comprar um tênis de R$ 350,00? Basta assistir aos principais canais de televisão aberta para ver a quantidade de promoções de tênis, enquanto que propaganda de livros nem existe. Desde pequenos, os pais preferem investir mais nos pés do que na cabeça de seus filhos e forçam os colégios a passarem o filhinho de ano. Precisa ver o desespero dos professores no final de ano para agüentar a pressão dos pais para que seu filho não seja reprovado. Quando na universidade, na maioria delas, o aluno não é mais aluno, ele passou a ser um cliente. Já que o ensino superior de uns anos pra cá é um grande mercado formador de mentes pisantes e não de mentes pensantes. São fábricas de diplomas de pouca formação, isto é, certifica, mas não qualifica e nem justifica. Basta ver a quantidade de conselhos de classes profissionais exigindo uma prova escrita, para dar a carteira profissional, isto é, a pura prova da falta de qualidade nas faculdades..São reflexões para os pais e os poucos profissionais da educação de mentes pensantes, para que reflitam em suas comunidades a importância do livro na vida de seus filhos e alunos.
*Parte da coluna da Biblioteca para o Jornal Folha do Mate de 18 de dezembro de 2010.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Manuelzão e Miguilim - João Guimarães Rosa

Está chegando na Biblioteca Pública...






UM CHAMADO JOÃO
João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?

Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?

Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal êle era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?

Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?

João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bôlso
cada qual com a côr de água
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gôta redigia
nome, curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?

Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
de precípites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos podêres, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?

Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é êsse?
E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?

Tinha parte com... (sei lá
o nome) ou êle mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sôbre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?

Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.

21/11/1967

Carlos Drummond de Andrade

(Poema de Carlos Drummond de Andrade, publicado no Correio da Manhã de 22 de novembro de 1967, três dias após a morte de Guimarães Rosa)

terça-feira, 18 de maio de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Poemas...


O que passou, passou?

Paulo Leminski


Antigamente, se morria.
1907, digamos, aquilo sim
é que era morrer.
Morria gente todo dia,
e morria com muito prazer,
já que todo mundo sabia
que o Juízo, afinal, viria,
e todo mundo ia renascer.
Morria-se praticamente de tudo.
de doença, de parto, de tosse.
E ainda se morria de amor,
como se amar morte fosse.
Pra morrer, bastava um susto,
um lenço no vento, um suspiro e pronto,
lá se ia nosso defunto
para a terra dos pés juntos.
Dia de anos, casamento, batizado,
morrer era um tipo de festa,
uma das coisas da vida,
como ser ou não ser convidado.
O escândalo era de praxe.
Mas os danos eram pequenos.
Descansou. Partiu. Deus o tenha.
Sempre alguém tinha uma frase
que deixava aquilo mais ou menos.


Tinha coisas que matavam na certa.
pepino com leite, vento encanado,
praga de velha e amor mal-curado.
Tinha coisas que tem que morrer,
Tinha coisas que tem que matar.
a honra, a terra e o sangue
mandou muita gente praquele lugar.
Que mais podia um velho fazer,
nos idos de 1916,
a não ser pegar pneumonia,
deixar tudo para os filhos
e virar fotografia?
Ninguém vivia para sempre.
Afinal, a vida é um upa.
Não deu pra ir mais além.
Mas ninguém tem culpa.
Quem mandou não ser devoto
de Santo Inácio de Acapulco,
Menino Jesus de Praga?
O diabo anda solto.
Aqui se faz, aqui se paga.
Almoçou e fez a barba,
tomou banho e foi no vento.
Não tem o que reclamar.
Agora vamos ao testamento.
Hoje a morte está difícil.
Tem recursos, tem asilos, tem remédios.
Agora a morte tem limites.
E em caso de necessidade,
a ciência da eternidade
inventou a criônica.
Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica.

LEMINSKI, Paulo. Melhores poemas de Paulo Leminski. São Paulo: Global, 1997. 3ª ed. (página 186-187)


Paulo Leminski, Fernando Pessoa, Mario Quintana, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Adélia Prado e vários outros poetas o aguardam aqui na Biblioteca.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Coluna para Folha do Mate - 16 de janeiro de 2010

Uma boa pedida para as férias são as novidades que já estão circulando entre os sócios da Biblioteca Pública Municipal:

Romances de autores estrangeiros: A Doçura do Mundo de Thrity Umrigar; Mesa Para Cinco de Susan Wiggs; Virtude Indecente de Nora Roberts; O Mercador de Lã de Valeria Montaldi; A Hospedeira de Stephenie Meyer; A Vingança de Christopher Reich; Não Conte a Ninguém de Halan Coben e A Vizinha de Barbara Delinsky.

Romances de autores brasileiros: Os Aparados de Letícia Wierzchowsky; O Albatroz Azul de João Ubaldo Ribeiro; Se Eu Fechar Os Olhos de Edney Silvestre.

Para o Público Juvenil: Fala Sério, Pai de Thalita Rebouças; A Maldição Do Titã de Rick Riordan e Uma História De Natal de Charles Dickens

Espíritas: A Atriz de Monica De Castro; O Silêncio aos Domingos de Lygia Barbiere Amaral e Sob A Luz Do Luar de Robson Pinheiro.

E ainda estes três títulos muito interessantes:



O SIMBOLO PERDIDO: do escritor Dan Brown, narra a procura por uma pirâmide que pode desvendar um mistério. No centro da trama está o pouco conhecido mundo da maçonaria.
Segundo entrevista do site da BBC-Brasil, Dan Brown contou por que decidiu escrever sobre a maçonaria: "Sempre fui fascinado por poderes paralelos, sociedades secretas, esse tipo de coisa", disse o escritor."Eu cresci numa cidade, em New England, onde havia uma loja maçônica em cima do cinema, e não tenho nem ideia do que acontecia ali", acrescentou. "Então sempre fui interessado. Não acho que a maçonaria seja retratada como sinistra", avalia o autor. "Se o leitor vê a maçonaria como sinistra no começo, espero que até o fim do livro já não ache o mesmo, e veja que os símbolos são esclarecidos para que as pessoas entendam melhor."
Para o maçom Joseph Criciata, a exposição que o livro trará não afetará a fraternidade. "A nossa era moderna começou em 1717, portanto, apesar de ser muito gentil, a maçonaria por si mesmo continua a crescer e existir como como sempre foi", afirmou. Na primeira tiragem de O Símbolo Perdido, foram impressas 6,5 milhões de cópias na língua inglesa, um dos maiores números da história. Dan Brown já planeja o próximo livro.


No livro DE GÊNIO E DE LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO, Augusto Cury continua “vendendo sonhos” através dos personagens Bartolomeu e Barnabé, que são personagens que já estavam nos dois primeiros livros da saga Vendedor de Sonhos. Neste livro, eles ganham o centro da narrativa e ficamos conhecendo quem são esses dois maltrapilhos que, um dia, se juntaram ao Vendedor de Sonhos para acompanhá-lo na sua luta para semear sonhos e fazer um mundo melhor. Bartolomeu e Barnabé são dessas pessoas que enfrentam a vida de maneira diferente: se metem em muitas enrascadas e fazem os outros pensarem em suas ações. Tão populares quanto os palhaços, eles também possuem um profundo lado trágico. A combinação desses dois lados é explosiva. No livro, é possível acompanhar em detalhes o caminho trilhado pelos dois personagens, desde suas infâncias marcadas pelo abandono e a rejeição, até o encontro com o Vendedor de Sonhos, a quem se unem na luta para semear sonhos e fazer um mundo melhor.



O livro A SALA AMBAR de Steve Berry, busca desvendar um mistério da história mundial, que existe desde 1941, quando as forças da Alemanha nazista invadiram Leninegrado, atual S. Petersburgo. Um dos palácios da cidade abrigava um grande tesouro da cultura russa, que fazia parte da lista de obras pretendidas por Hitler: a Sala de Âmbar. A sala foi construída de 1701 a 1709 por artesãos russos e alemães; milhares de pedaços de âmbar foram utilizados para criar os painéis de revestimento, decorados também com folha de ouro e espelhos. Em 1716, o rei da Prússia Friedrich Wilhelm I ofereceu os painéis a Pedro, o Grande, imperador da Rússia. A sala foi ampliada, passando a ter um total de 6 toneladas de âmbar, que custava na época 12 vezes mais que o ouro. Quando da invasão alemã, os russos cobriram os painéis com papel de parede, mas isso não impediu que estes fossem desmontados e levados para o palácio de Königsberg (atual Kaliningrado), de onde desapareceram no caos do final da II Guerra Mundial. Até hoje, e apesar de vários falsos alarmes, o paradeiro deste tesouro, considerado por vezes a oitava maravilha do mundo, é desconhecido: pode ter sido destruído, ou estar escondido em algum dos túneis e grutas usados pelos nazistas para guardar os tesouros artísticos saqueados. Em 1979 o governo russo iniciou a reconstrução da Sala de Âmbar, a partir de fotografias antigas. A nova sala foi inaugurada em 2003, no 300º aniversário da cidade de S. Petersburgo.Poucas obras da história da arte seriam mais valiosas, esses fabulosos painéis, com 55 metros quadrados, em âmbar e pedras preciosas, teriam sido pilhados quando os nazistas invadiram Stalingrado em 1941. Encontrados num castelo da costa do Báltico, sumiram. Foram enterrados em solo alemão? Naufragaram a bordo de um navio? Neste livro a investigação desse mistério compõe uma trama de espionagem e contra-espionagem envolvendo nazistas, pistas de arquivos soviéticos e a polícia secreta germânica.


A Biblioteca Pública Municipal continuará, no mês de janeiro, atendendo em turno único: Segundas, quartas e sextas-feiras das 7:30 às 13:30 horas. Nas terças e quintas-feiras das 13 às 19 horas.

Apareça e Boa leitura. Rosaria Garcia Costa - bibliotecária